
Se as paredes curvas de Niemeyer são o corpo da arquitetura brasileira, o mobiliário de mestres como Sérgio Rodrigues e Jorge Zalszupin é a alma. Decorar um ambiente com peças icônicas do nosso design não é apenas uma escolha estética, é um investimento em história e conforto.
Investir em design assinado nacional é valorizar a nossa cultura e garantir um ambiente que nunca sai de moda. Em 2026, a tendência é misturar essas peças históricas com tecnologias de casas inteligentes, criando o equilíbrio perfeito entre o clássico e o futuro.
Em 2026, essas peças continuam sendo o “santo graal” da decoração de alto padrão. Confira 5 sugestões de móveis que combinam perfeitamente com o estilo modernista e biofílico.
1. Poltrona Mole (Sérgio Rodrigues, 1957)
Nenhuma lista de design brasileiro estaria completa sem ela. A Poltrona Mole quebrou a rigidez das cadeiras europeias da época. Com sua estrutura de madeira maciça e almofadas de couro que parecem “derreter” sobre o suporte, ela convida ao relaxamento absoluto.
- Por que combina: Ela traz o aconchego e a rusticidade sofisticada que equilibram a frieza do concreto e do vidro.
2. Mesa Lateral Pétala (Jorge Zalszupin, 1959)
Inspirada nas formas orgânicas das flores, esta mesa é um prodígio da marcenaria em madeira curvada. Suas pétalas de jacarandá ou nogueira criam um desenho geométrico e natural ao mesmo tempo.
- Por que combina: Suas curvas são um diálogo direto com as lajes sinuosas de Oscar Niemeyer. É a peça perfeita para estar ao lado de uma parede de vidro.
3. Poltrona Kilin (Sérgio Rodrigues, 1973)
Se você tem um espaço menor, a Kilin é a solução ideal. Feita apenas com uma estrutura de madeira e uma “capa” de couro grosso encaixada, ela é leve, versátil e extremamente durável.
- Por que combina: Sua silhueta baixa não obstrui a vista da paisagem, mantendo a premissa da Casa das Canoas de integração visual total.
4. Cadeira Paulistana (Paulo Mendes da Rocha, 1957)
Desenhada pelo Pritzker Paulo Mendes da Rocha para o Clube de Atletismo Paulistano, esta peça é composta por uma única barra de aço dobrada e um assento de couro. É o ápice do minimalismo industrial brasileiro.
- Por que combina: Ela traz a leveza estrutural dos pilotis de Niemeyer para dentro da sala.
5. Banco Mocho (Sérgio Rodrigues, 1954)
Inspirado nos bancos de ordenha das fazendas brasileiras, o Mocho é uma peça lúdica e escultural. Com seu assento anatômico e pés arredondados, ele funciona como assento extra ou objeto de arte.
- Por que combina: Representa a “brasilidade” e o uso da madeira como elemento quente em contraste com as superfícies modernas.

Comparativo: Onde investir no seu projeto?
| Peça | Função Principal | Vibe do Ambiente |
|---|---|---|
| Poltrona Mole | Protagonista da Sala | Acolhedor e Robusto |
| Mesa Pétala | Apoio e Decoração | Elegante e Orgânico |
| Cadeira Paulistana | Leitura / Escritório | Industrial e Urbano |



