
No universo da arquitetura de interiores, os detalhes fazem toda a diferença. Para garantir que trilhos e estruturas de persianas não comprometam a estética, o cortineiro segue como um recurso indispensável. Mais do que esconder ferragens, ele finaliza a instalação com um toque de sofisticação, criando a ilusão de que as cortinas emergem suavemente do teto.
As arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini, do escritório Paiva e Passarini Arquitetura, defendem o uso regular do elemento: “Eles são vantajosos para quem busca um efeito sutil, evitando varões expostos e garantindo uma instalação mais econômica e simples”, explicam.
Os cortineiros provam que a funcionalidade pode caminhar de mãos dadas com a beleza. Seja em gesso, drywall ou madeira, eles são a solução ideal para esconder pequenos detalhes indesejados e elevar o nível do décor.
Guia de Tipos: Embutido, Sobreposto e Iluminado
Cada projeto demanda uma solução específica. Entender a diferença entre os modelos é fundamental para o planejamento da obra:
- 1. Embutido: Oculto entre o rebaixo de gesso e a parede, este modelo entrega o arremate mais discreto e refinado. Dica técnica: Ele deve ser construído antes do fechamento horizontal do forro para evitar complexidade na execução.
- 2. Sobreposto: Instalado sobre o forro já finalizado, é comum em projetos que utilizam marcenaria. A madeira traz beleza natural e facilita o design personalizado, criando molduras que abraçam as esquadrias.
- 3. Iluminado: Seja embutido ou sobreposto, o cortineiro pode receber fitas de LED para iluminação indireta, criando uma atmosfera Hygge e acolhedora em salas e dormitórios.
Planejamento: O que você não pode esquecer
Para garantir a durabilidade e o desempenho, é preciso considerar o volume do tecido. Cortinas de linho ou com forro demandam vãos maiores para que o movimento de abrir e fechar não seja prejudicado.
| Fator Crítico | Impacto no Projeto |
|---|---|
| Volume do Tecido | Cortinas recolhidas geram volume; o cortineiro deve prever essa profundidade. |
| Tipo de Trilho | Trilhos duplos (com forro) exigem vãos maiores que trilhos simples. |
| Ordem de Execução | No gesso, o cortineiro deve ser planejado junto com o forro para evitar “remendos”. |
Destaque: Em espaços pequenos, o cortineiro embutido ajuda a “alongar” o pé-direito, dando uma sensação de amplitude ao ambiente ao eliminar linhas horizontais de varões.